terça-feira, 13 de março de 2007

A Drave apresenta-se...



Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe uma paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...

Alberto Caeiro

segunda-feira, 12 de março de 2007

Aqui fica Drave ...


sexta-feira, 9 de março de 2007

São Paulo ao Rubro 2007


Na edição da Flor de Lis deste mês saiu uma notícia e uma reflexão sobre o São Paulo ao Rubro deste ano, escritas pelo Zé e pela Pipa respectivamente.
Podem consultar a revista na Base do Clã no Sábado.
De qualquer forma ficam aqui os textos publicados.

Conversão de São Paulo:
Dia de São Paulo 2007

Este foi o primeiro ano que comemorei o Dia de São Paulo. Até aqui, sempre ouvia falar com muito entusiasmo deste dia, mas nunca tinha percebido realmente a sua importância.
Tal como os leigos dizem “é preciso passar pelas coisas para perceber o que realmente significam”, e só assim é que consegui perceber a relevância desta dia para a vida de um Verdadeiro Caminheiro.
Neste dia, tal como São Paulo cada um de nós se converteu…”aos outros”, isto é aqueles que estão mesmo ao nosso lado…e que precisam de um pouco de nós. Com a união de grupo (“O Caminheirismo é uma Fraternidade do Ar Livre e do Serviço”, Baden Powell), e com uma prévia preparação da “missão a cumprir” fomos até à comunidade onde não só “espalhámos a palavra” como ao mesmo tempo actuámos e cumprimos a nossa missão assim como São Paulo se tornou num proclamador da palavra de Cristo visitando várias cidades, e tornando-se num animador constante das mesmas.
A nossa comunidade foi a CERCI- Flor da Vida de Azambuja, com o nosso espírito de Serviço, pusemos de lado todos nossos receios, as nossas fraquezas e dedicámo-nos completamente àquelas pessoas, que tal como nós nasceram dotadas de Dignidade e por isso devem ter as mesmas oportunidades na sociedade que qualquer um de nós, pois antes de mais nada eles são SERES HUMANOS.
O nosso Serviço, teve como objectivo melhorar a sua inserção na sociedade através de pequenos jogos e principalmente através da relação de vinculação que fomos desenvolvendo com eles.
No final no dia, tive a certeza que a missão ficou cumprida.
Tal como o lema dos Escuteiros “servimos sem esperar recompensa”, no entanto tivemos a melhor recompensa do Mundo…os SORRISOS de todos aquelas pessoas. Foi um dia diferente, e especial na Vida de cada um de nós e principalmente na Vida deles.
Do mesmo modo que São Paulo, o caminheiro deve seguir Jesus, o Homem Novo de forma a tornar-se meio de salvação da comunidade a que pertence e para o qual vai estar disponível.
Filipa Caseiro

Um dia diferente para o Clã Impisa

O Clã Impisa, do Núcleo Solarius, viveu intensamente o Dia de São Paulo, com três actividades de serviço, previamente preparadas.
Os clãs de Alenquer, do Forte da Casa e do Sobral de Monte Agraço participaram, na CERCI de Azambuja, numa actividade de apoio a um grupo de pessoas com deficiência.
Através de um “pedi-paper” pela vila de Azambuja, os participantes foram ajudados a perceber a importância de actividades típicas do quotidiano como, por exemplo, enviar uma carta, requisitar um livro na biblioteca ou fazer uma troca comercial, entre outras.
Aos participantes, que foram divididos em duas equipas consoante o grau de deficiência, tentámos incutir o espírito escutista, oferecendo-lhes um “lenço”, após uma pequena “promessa” e convidando-os a escolherem um nome e um grito para a patrulha.
Os clãs de Arranhó e Póvoa de Santa Iria realizaram a sua actividade na Quinta Essência, uma instituição de apoio a crianças com deficiência, onde decoraram espaços e efectuaram vários jogos.
Na Associação de Amigos dos Animais, os clãs de Vialonga e Alhandra, estiveram “de serviço”, limpando a alguns espaços e procedendo a pequenas reparações nos canis.
À noite, no centro paroquial do Sobralinho, foi tempo de partilha das experiências do dia e de ideias, com cada clã a apresentar uma reflexão sobre uma das palavras encontradas através dos sentidos.
A actividade permitiu a todos porem em prática o nosso ideal de serviço, colocando o nosso trabalho ao dispor daqueles que mais o necessitam, vivendo simultaneamente uma significativa experiência de aprendizagem e de conhecimento dos outros, mas também de nós próprios.

José Ricardo Almeida

quinta-feira, 8 de março de 2007

Dia Internacional da Mulher


Neste dia tão importante para chamar a atenção para a desigualdade de tratamento que as mulheres ainda têm na nossa sociedade coloco aqui uma mulher que foi pelo seu exemplo o "Homem Novo" de que São Paulo falava, prestando assim também homenagem ás Caminheiras e Dirigentes que estão ou já passaram pelo Clã 26.

Madre Teresa de Calcutá
Nasceu a 26 de Agosto de 1910. A Madre Teresa é albanesa de nascimento e o seu nome original é Agnes Gonxha Bojaxhiu. Aos 18 anos de idade a Madre Teresa entrou na Ordem Religiosa das Irmãs de Loreto na Irlanda. No ano de 1931, assumiu o nome de Teresa em honra da freira francesa Santa Teresinha de Lieseux. Madre Teresa fundou a congregação das Missionárias da Caridade. Faleceu em Calcutá - Índia a 9 de Maio de 1997. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1979 pelo seu trabalho junto dos mais necessitados do mundo.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Procissão - Senhor dos Passos

Sexta-Feira
20:00 Concentração na Sede
Farda de Campo com camisa e forro polar.
Domingo
14:30 Concentração junto à Igreja da Misericórdia .
Farda Nº1

Nota: Cada 1 leva 1 bolo para o quiosque .

Dia de BP

Após pedidos de muitas famílias aí estão as muy antecipadas e aclamadas pela crítica fotos do dia de Núcleo no Arranhó (agora segue o exemplo Lili).

sexta-feira, 2 de março de 2007

Ask the Boy…


Desenho de Pierre Joubert

Ser escuteiro 100 anos depois do nosso fundador ter iniciado esta aventura é a meu ver um desafio, é sabido que com algumas excepções os movimentos não tendem a perdurar no tempo porque são muitas vezes fruto de modas, épocas e fases, estranhamente ou não o Escutismo vai aguentando o passar dos anos, tendo sempre propostas diferentes e perfeitamente actuais para a juventude de hoje.

100 Anos depois de Brownsea a maneira de aplicar o método terá mudado um pouco mas não o suficiente para que se descaracterizasse, a velha máxima de B.P, “Ask the Boy” ainda vai sendo a melhor forma de evoluir e de mudar, podemos dizer que burocraticamente se perguntarmos hoje só daqui a dez anos é que após muitas consultas reuniões comissões e opiniões, é implementado, mas ainda assim olhando para o nosso movimento e identificando nele também alguns vícios organizacionais modernos, ainda gozamos de uma capacidade de renovação e actualização considerável.

Noutra perspectiva, Ask the Boy é uma frase muito enganadora, sabemos que os nossos miúdos são “ muito á frente “ tem uma capacidade de sonhar o mundo com uma dose de inocência salutar, creio que B.P também percebeu isso e ai foi novamente visionário, percebeu que os jovens ainda vão sendo os principais agentes de mudança e essa é uma constante em qualquer época, e o engano é só de considerar a frase como simples de mais para ser aplicada na vida diária de um Agrupamento, por isso é que ser escuteiro 100 anos depois é um desafio, saber aceitar a opinião dos jovens com quem trabalhamos, saber que mudar não é mau, mau é “ficar no caís”.